Browse Month: setembro 2018

Ginkgo biloba funciona de verdade?

O que é a Ginkgo biloba?

Você já ouviu falar da Ginkgo biloba? Trata-se de uma erva fitoterápica com um vasto leque de aplicações em tratamentos e na medicina preventiva. Conhecida na Antiguidade pela medicina ancestral chinesa, a Ginkgo biloba é usada até hoje na terapia moderna, por conta de sua ação anti-inflamatória e antioxidante. Sua rica concentração de flavonoides e terpenoides contribui para o principal efeito benéfico da erva no corpo, isto é, a melhora do funcionamento do sistema circulatório. O uso da planta promove melhoras no fluxo de sangue arterial, cerebral e periférico, auxiliando melhorias na saúde ocular, mental e cardíaca.

A Ginkgo biloba logra promover essas mudanças vantajosas no corpo através de sua ação vasodilatadora e redutora da viscosidade do sangue, o que ocasiona um aumento do suprimento de sangue que vai para o cérebro. Além disso, a erva também ajuda na eliminação de radicais livre de oxigênio nos tecidos nervosos e na regulação dos níveis de óxido nítrico no corpo, beneficiando o metabolismo neuronal e contribuindo para o combate de doenças mentais como demência.

Os flavonoides têm ação no campo hormonal, inibindo a recaptação de serotonina e estimulando a recaptação de colina no hipocampo. Por esses e outros compostos e características farmacológicas que a Ginkgo biloba tem forte ação neuroprotetora.

 

Para que serve?

A Ginkgo biloba possui um conjunto de aplicações no combate de várias doenças e enfermidades. É muito usada, por exemplo, no combate de distúrbios no sistema nervoso central, como insuficiência cérebro-vascular, que provoca a manifestação funcional de um mais dos seguintes sintomas: tonturas, zumbidos, cefaleia, fadiga, memória deficitária, concentração e atenção comprometidas, e outros sintomas ocasionados por síndromes demenciais.

A erva também é usada no tratamento de distúrbios vasculares periféricos, como por exemplo insuficiência vascular no sistema periférico, causando sintomas como cãimbras noturnas e claudicação intermitente. Distúrbios neurosensoriais no equilíbrio também podem ser combatidos pela Ginkgo biloba, aplacando sintomas como vertigens, tonturas, zumbidos e isquemia retiniana. Outras enfermidades em cujo tratamento a erva pode ser usada são doença de Alzheimer, demência, asma e depressão.

Além de comprovado efeito no combate e tratamento da progressão das referidas doenças, a Ginkgo biloba também promove a saúde do corpo, de modo preventivo e profilático. Há estudos vinculando o uso da erva à melhora na saúde ocular, na regulação da pressão arterial e do ritmo cardíaco, e no rendimento das funções cerebrais como um todo.

 

Precauções e contraindicações

O uso da Ginkgo biloba deve ser feito segundo as orientações médicas e as diretrizes presentes na bula. Em geral, a Ginkgo biloba é consumida em seu extrato seco, sob o formato de comprimidos, que podem ter 80 mg ou 120 mg de concentração cada. A posologia varia de caso a caso, mas em geral deve ficar dentro da faixa de 26,4 a 64,8 mg de flavonoides e 6 a 16,8 mg de terpenoides. As doses geralmente são de um comprimido, de 2 a 3 vezes ao dia. Os comprimidos devem ser engolidos por inteiro, com água, sem abrir, mastigar ou partir.

Há algumas contraindicações para o uso de Ginkgo biloba. Pacientes com histórico de coagulopatia, hipersensibilidade, alergia ou intolerância a qualquer um dos componentes da fórmula do extrato e mulheres grávidas não devem tomar a erva, ou, se forem tomar, devem fazê-lo estritamente dentro das orientações e prescrições médicas.

Também há relatos de possíveis reações adversas do uso da Ginkgo biloba. A erva pode ocasionar, por exemplo, distúrbios gastrointestinais, cefaleia, reações alérgicas cutâneas (edemas, hiperemias e pruridos), enjoos, palpitações, hipotensão e alguns tipos de hemorragia.

Pacientes que fazem uso de outros remédios também devem tomar cuidado ao usarem a Ginkgo biloba. O tratamento com medicamentos anticoagulantes, antiplaquetários, anti-inflamatórios não esteroidais e agentes trombolíticos não deve ser combinado ao uso da erva, pelo fato da combinação aumentar expressivamente o risco de hemorragias. A mistura da Ginkgo biloba com anticonvulsivantes, insulina, omeprazol, trazodona, papaverina e outros também deve ser evitada.

 

Efeitos comprovados

Contudo, as vantagens e os benefícios trazidos pela Ginkgo biloba superam os riscos consideravelmente, configurando uma relação custo/benefício atraente. Entre os efeitos comprovados da Ginkgo biloba, já citamos a melhora da circulação do sangue no sistema circulatório, especialmente do sangue arterial, cerebral e periférico. Inúmeros estudos vinculam a ação da Ginkgo biloba à melhora das funções cognitivas e cerebrais como um todo, devido ao aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro.

Por outro lado, há também pesquisas que comprovam que a Ginkgo biloba também atua como um estimulante sexual natural. Isso porque a melhora do fluxo sanguíneo engloba a região genital, com maior fornecimento de sangue para o pênis e para o clitóris, combatendo tanto a disfunção erétil quanto a frigidez feminina. Além disso, a erva também ajuda a controlar os níveis de testosterona do corpo, especialmente quando estão baixos, retornando a produção hormonal à regularidade e normalidade.